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Nível do Rio Caí em São Sebastião do Caí

Acompanhamento hidrológico em tempo real no principal município do Vale do Caí.

Por CNP Software · Conteúdo publicado em · Editorial atualizado em

Cidade atual: São Sebastião do Caí

São Sebastião do Caí — Visão Geral

São Sebastião do Caí é, sem exagero, a cidade que mais sofreu com as cheias do Rio Caí em toda a bacia. Os dados da estação fluviométrica 87170000, em operação desde 1947, contam uma história de eventos extremos que se repetem com uma frequência que poucos municípios brasileiros experimentam.

A cota de inundação local é de 10,50 metros. O tempo de retorno para esse nível é de aproximadamente 1,14 ano — ou seja, em média, a cidade é inundada uma vez por ano. Entre 1947 e 2022, em apenas 13 anos o rio não atingiu a cota de início de inundação.

As seis maiores cheias registradas na estação até 2024 foram: 2024 (17,45 m), 2007 (14,70 m), 2016 (14,66 m), 2011 (14,62 m), 1956 (14,50 m) e 2009 (14,28 m). A cheia de 2024, em particular, ficou marcada: o rio chegou a 17,45 metros e alagou bairros a poucos metros da praça central, atingiu 12 mil pessoas, deixou 5.000 pessoas dasalojadas e 228 famílias desabrigadas.

Em setembro de 2026, o cenário voltou a se repetir. O SGB emitiu alerta após chuvas que ultrapassaram 120 mm em Nova Palmira. Na estação Barca do Caí, o nível subiu 6,18 metros em 24 horas, ultrapassou a cota de inundação e a previsão apontava para 13,56 metros. Dias depois, o rio chegou a 14,16 metros, alagou ruas e forçou 84 famílias — 220 pessoas — a se abrigarem em ginásios municipais.

Essa recorrência explica por que São Sebastião do Caí desenvolveu um dos sistemas de monitoramento e alerta mais antigos da região. A cidade aprendeu, ao longo de décadas, a conviver com o rio — e a se preparar para ele.

Destaques do monitoramento em São Sebastião do Caí

Características do trecho monitorado

O trecho urbano de São Sebastião do Caí possui leito já consolidado, com ocupação urbana próxima às margens em algumas áreas. O monitoramento neste ponto é fundamental para o acompanhamento regional.

Contexto histórico

São Sebastião do Caí possui longo histórico de medições hidrológicas e é uma das principais referências para o monitoramento do Rio Caí no estado.


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Nivel atual do rio: carregando...
Até 5,00m
Nivel Normal
Acima de 5,00m
Atenção
Acima de 7,00m
Alerta
Acima de 10,50m
Inundação
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Nivel Atual
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Variação em 24 horas
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Medições

Periodo Verificado

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Dados atualizados em: 19/10/2026 04:23

Nivel do Rio em Tempo Real

Inundação (10,50m)
Emergência (12,00m)

Previsão de Chuva — 7 dias mais detalhes

Carregando previsão de chuva...

🌊 Grande Enchente de 2024 — Pico: 17,45 m

Registro histórico do nível do Rio Caí durante a maior cheia de 2024
Estação - Barca do Caí

↔ Arraste para os lados para ver o gráfico completo

O que torna São Sebastião do Caí um ponto crítico da bacia

São Sebastião do Caí reúne uma combinação de fatores que explicam por que a cidade é tão frequentemente afetada por cheias. O primeiro é a posição geográfica: está no curso médio do rio, em um ponto onde já recebeu contribuição de importantes afluentes e de municípios a montante.

O segundo é a ocupação urbana. Ao contrário de cidades onde o rio corre distante da área habitada, em São Sebastião o leito está próximo de bairros centrais. Isso significa que elevações moderadas já provocam impacto direto em ruas e imóveis.

O terceiro é a configuração do relevo. O vale onde a cidade se desenvolveu tem encostas que favorecem o escoamento rápido das chuvas locais, somando-se ao volume que vem de fora. O resultado é uma resposta mais rápida do rio a eventos de chuva.

Como ler as cotas de referência da cidade

As cotas configuradas para São Sebastião do Caí — atenção (5 m), alerta (7 m), inundação (10,5 m) e emergência (12 m) — refletem o histórico de eventos da cidade e a ocupação das margens.

A cota de atenção, em 5 metros, é o ponto a partir do qual o rio começa a ocupar áreas de várzea. A cota de alerta, em 7 metros, já significa risco de alagamento em ruas mais baixas. A cota de inundação, em 10,5 metros, marca o início dos alagamentos em áreas habitadas, e a cota de emergência, em 12 metros, indica risco à vida.

Esses valores são significativamente mais altos do que os de Montenegro (6 metros para inundação) ou Feliz (9 metros). Isso não significa que São Sebastião esteja mais segura — significa apenas que o zero da régua local é diferente. O que importa é sempre a comparação com a cota da própria cidade.

O papel da cidade na cadeia de alerta da bacia

A estação de São Sebastião do Caí é frequentemente usada como referência regional porque suas medições refletem o estado geral da porção média da bacia. O que acontece aqui já considera o efeito somado das chuvas em Feliz, Bom Princípio e Vale Real.

Isso faz com que o nível registrado nesta estação seja especialmente útil para Montenegro, que está a jusante. Quando São Sebastião do Caí atinge a cota de alerta, Montenegro costuma acompanhar a elevação horas depois, com a diferença de que o pico tende a ser mais prolongado.

A combinação das duas estações — São Sebastião do Caí e Montenegro — permite acompanhar a onda de cheia desde o curso médio até a foz, o que é valioso para a defesa civil regional.

O que os dados históricos revelam

A série histórica da estação de São Sebastião do Caí é uma das mais antigas do Vale do Caí. Ao longo de mais de sete décadas, ela mostra que a cidade convive com eventos de cheia em intervalos regulares, com alternância entre anos mais secos e anos com múltiplos picos.

Esses registros ajudam a identificar padrões: certos tipos de configuração atmosférica tendem a produzir cheias maiores, e alguns anos apresentam eventos em sequência. Essas informações são úteis para planejamento urbano, defesa civil e para a própria população, que pode se preparar com antecedência.

É importante lembrar que os dados exibidos nesta página são atualizados em tempo real, mas a interpretação histórica exige análise cuidadosa. Para decisões de risco, sempre consulte também os boletins oficiais.

Como interpretar os dados desta página

O nível atual exibido no topo reflete a última medição recebida. A variação horária indica se o rio está subindo ou baixando e em que velocidade. A variação em 24 horas mostra a tendência de um dia completo.

O gráfico apresenta o histórico conforme o período selecionado e inclui linhas horizontais que marcam as cotas de inundação e emergência. O visitante pode alternar entre semana, mês, semestre e ano para observar diferentes janelas de tempo.

Em situações de risco, é essencial acompanhar também os comunicados oficiais da Defesa Civil municipal e seguir as orientações das autoridades.

Sobre os dados e a metodologia

As medições utilizadas são provenientes de fontes públicas de monitoramento hidrológico, incluindo o Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) e instituições parceiras.

O sistema organiza os registros cronologicamente e calcula indicadores derivados, como tendência e variação em 24 horas. Esses cálculos são informativos e não substituem a interpretação técnica dos dados originais.

Eventuais falhas de comunicação ou interrupções podem gerar lacunas no histórico. Nesses casos, o sistema apresenta a última medição disponível.

Outros municípios monitorados

O sistema permite consultar diferentes pontos do Rio Caí. Selecione abaixo a estação de interesse.

Perguntas frequentes sobre São Sebastião do Caí

Qual a cota de inundação em São Sebastião do Caí?

A cota de inundação configurada é de 10,5 metros. Acima desse valor, o sistema indica situação de inundação.

São Sebastião do Caí sofre com enchentes?

Sim. Historicamente, o município registra eventos de cheia, especialmente em anos com chuvas intensas na bacia. Por isso o monitoramento contínuo é essencial.

Qual a diferença entre atenção, alerta e inundação?

Atenção indica que o nível está acima do normal; alerta representa risco iminente; inundação significa que a água já pode atingir áreas ribeirinhas.

As referências utilizadas são dados públicos do SGB/CPRM. E dados públicos da Prefeitura.